Lidando Com Os Desanimados e Os Fracos

 

LIDANDO COM OS DESANIMADOS E OS FRACOS
 

"Rogamo-vos, tamb√©m, irm√£os, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco √Ęnimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos." (1 Tessalonicenses 5:14)

Paulo diz aos crist√£os: ‚ÄúConsoleis os desanimados (pouco √Ęnimo), (sustenteis) ampareis os fracos.‚ÄĚ

A tradu√ß√£o literal da palavra ‚Äúdesanimados‚ÄĚ seria ‚Äúde alma pequena‚ÄĚ, assim sugerindo des√Ęnimo ou timidez. Seja qual for o caso do des√Ęnimo e da fraqueza, os crist√£os devem consolar os desanimados e amparar os fracos.
 

Na pris√£o em Roma, Paulo podia ter ficado desanimado; em vez disso ele escreveu e encorajou a igreja de Filipos: ‚ÄúAlegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos‚ÄĚ (Filipenses 4:4). Ele havia aprendido que, qualquer que fosse a situa√ß√£o, ele devia estar contente (Filipenses 4:11).
 

Para a igreja em Roma ele escreveu: ‚ÄúAcolhei ao que √© d√©bil na f√©, n√£o, por√©m, para discutir opini√Ķes‚ÄĚ (Romanos 14:1). ‚ÄúOra, n√≥s que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e n√£o agradar-nos a n√≥s mesmos‚ÄĚ (Romanos 15:1). Paulo estava bem equipado para encorajar os outros devido √† for√ßa que ele encontrou em Cristo. ‚ÄúTudo posso naquele que me fortalece‚ÄĚ (Filipenses 4:13).
 

LUTANDO PELA UNIÃO
 

A ora√ß√£o do Senhor (Jo√£o 17) √© muito citada ‚Äď em parte ‚Äď para enfatizar a necessidade de uni√£o entre o povo de Deus. Eu te desafio a estudar cuidadosamente o capitulo a procura dos meios de obter e manter aquela uni√£o.
 

H√° tr√™s partes a serem consideradas: a ora√ß√£o de Cristo em favor de si mesmo, em favor dos ap√≥stolos, e em favor daqueles que ‚Äúvierem a crer em mim, por interm√©dio da sua palavra‚ÄĚ. Na ora√ß√£o de Cristo para si (vers√≠culos 1-5) ele diz que veio √† terra para dar a vida eterna, e ele identifica isso como ‚Äúconhecer‚ÄĚ o Pai e Filho. Seu trabalho na terra glorificou o Pai e quando terminasse (na crucifica√ß√£o) ele pediria para voltar √† sua gl√≥ria original com o Pai.
 

Assim como o Pai foi glorificado no Filho, Cristo √© glorificado nos seus ap√≥stolos (vers√≠culo 10). Tamb√©m, na segunda parte de sua ora√ß√£o, Cristo diz que ele manifestou o nome de Deus (vers√≠culo 6) e havia lhes dado a palavra do Pai (vers√≠culos 6,8 e 14) a fim de ‚Äúconhecerem‚ÄĚ Deus (receber, acreditar e guardar a palavra ‚Äď vers√≠culos 6 e 8; veja 1 Jo√£o 2:3-5). Sendo t√£o ‚Äúguardados‚ÄĚ os ap√≥stolos s√£o ‚Äúum, assim como n√≥s‚ÄĚ (vers√≠culo 11). S√£o separados, santificados, atrav√©s da verdade (vers√≠culos 17-19).
 

Finalmente, Cristo ora por todos aqueles a quem os ap√≥stolos ensinariam. A ‚Äúgl√≥ria que me tens dado, para que sejam um, como n√≥s o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfei√ßoados na unidade‚ÄĚ (vers√≠culos 22-23). Esses tamb√©m ‚Äúconheceram‚ÄĚ Deus (vers√≠culo 25), como resultado de terem recebido a verdade declarada.
 

√Č pedir demais esperar que um leitor discernente observe certos pensamentos recorrentes? Primeiro, h√° gl√≥ria divina, na qual o Pai e Filho s√£o um. Depois h√° uma declara√ß√£o daquela gl√≥ria (atrav√©s da manifesta√ß√£o e ensinamento da palavra de Deus); e compartilhar naquela gl√≥ria, conforme os ensinados venham a conhecer Deus. Foi atrav√©s disso que aqueles que n√£o s√£o divinos venham a ser UM com a divindade.
 

A igualdade dos crentes pelos quais Jesus orou era a qualidade comum a ser encontrada entre todos que fazem parte da imagem divina. A uni√£o existe porque eles s√£o um. O plano divino n√£o √© um molde de uma organiza√ß√£o ou de uma cren√ßa que for√ßa pessoas heterog√™neas a ficarem na mesma sociedade. O plano do Senhor muda as pessoas, na ess√™ncia que diz respeito √† sua vida espiritual, assim se tornam homog√™neas e por isso s√£o um. ‚ÄúEu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfei√ßoados na unidade‚ÄĚ. O ideal (e com certeza √© um ideal) √© um povo semelhante a Deus; que tem a mente de Cristo (Filipenses 2:5), em palavra e nas a√ß√Ķes fazendo tudo em seu nome (Colossenses 3:17) transformado da gl√≥ria √† gl√≥ria de sua imagem (2 Cor√≠ntios 3:18), e tudo isso para a gl√≥ria de Deus (1 Pedro 4:11).
 

A natureza ideal desta unidade não é diferente de ser santo como Deus é santo (1 Pedro 1:16), puro como ele é puro (1 João 3:3), etc. Isso não é obtido no sentido absoluto, mas seus princípios são aceitos; é a nossa meta constante, a marca para qual estamos indo. Se falharmos em reconhecer o aspecto ideal desta união, podemos considerar o nível de nossa obtenção como o padrão e começarmos a nos medir em comparação aos outros. Isso pode derrotar a união pela qual Cristo orou e promover nossa marca de sectarismo.

 



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