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É Melhor Dar Do Que Receber

 

É MELHOR DAR DO QUE RECEBER

 

Este é um assunto que as pessoas não gostam muito de tratar, mas é de tremenda importância para a vida da Igreja. Muitas pessoas têm problemas sérios na área financeira por não contribuir ou contribuir de maneira equivocada.

Pessoas inconstantes em seus dízimos tendem a serem instáveis na sua vida financeira. Pessoas que tem dificuldade para ofertar.

"Se uma pessoa está com a mão fechada para dar, não receberá. Para que Deus coloque algo na sua mão ela tem que estar aberta."

A Palavra de Deus diz: “Em tudo vos dei o exemplo de que assim trabalhando, é necessário socorrer os enfermos, recordando as palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber.” (Atos 20:35)

Nós precisamos entender que nosso compromisso com o corpo (irmãos em Cristo) também é um compromisso financeiro. Existem ainda muitos enfoques errados sobre esse assunto e muito que ainda precisa ser restaurado. Uns pecam pelo descaso, outros pela ganância.

O DINHEIRO: O que é o dinheiro?

É um meio de transação, um instrumento que permite a troca de bens e mercadorias.

Muitos textos que vamos estudar são do Velho Testamento e na época que alguns deles foram escritos ainda não havia moeda. Todos os artigos serviam como artigos de troca (gado, prata, ouro, objetos). A riqueza era medida, por exemplo, pela quantidade de gado. (Ex. Abraão Gênesis 13:2)

O primeiro metal que foi usado como instrumento de troca foi à prata. As pessoas trocavam bens por determinado peso em prata:

"E Abraão ouviu a Efrom, e pesou-lhe a prata de que este tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, moeda corrente entre os mercadores." (Gênesis 23:16)

"E subia e saía um carro do Egito por seiscentos siclos de prata, e um cavalo por cento e cinqüenta; e assim, por intermédio desses mercadores, eram exportados para todos os reis dos heteus e para os reis da Síria." (1 Reis 10:29)

A quantidade de metal a ser paga era controlada através do peso. A palavra siclo vem do hebraico SIQEL que quer dizer peso.  Mais tarde começou-se a usar a moeda de metal (cerca de 700 AC), estampando-se nela seu lugar de origem.

A NATUREZA DO DINHEIRO: O dinheiro é uma potestade, ou seja, ele tem poder em si mesmo. Exerce poder sobre as pessoas.

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas." (Mateus 6:24)

Neste texto Jesus usa uma palavra em aramaico para riquezas: Mamom (indica algo que tem natureza pessoal e espiritual). Não podeis servir a Deus e a Mamom. O dinheiro tem a tendência de conduzir as pessoas para longe do Deus verdadeiro (o jovem rico amava a Deus, mas amava mais a Mamom.)

O Dinheiro possui muitas características de um deus: Dá segurança, Liberdade, Poder (sensação de onipotência). Parece onipresente.

Um dos problemas mais sérios do dinheiro (Mamom) é que ele reivindica a lealdade e amor que pertencem somente a Deus.

Por isso em Lucas capítulo 14 verso 33 Jesus diz: “Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo.”

Temos que aprender a usar o dinheiro que Deus nos dá (confia aos nossos cuidados), sem amar o dinheiro.

“Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário; para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus.” (Provérbios 30:8-9)

O DINHEIRO PODE SER UM EMPECILHO OU UM INCENTIVO

Conceitos errados:

Você é pobre quando o que tem é seu. Você é realmente rico quando o que tem é dos outros.

O SENHOR E O DINHEIRO: Qual a relação de Deus com o dinheiro?     

"Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos." (Ageu 2:8)

“Tanto riquezas como honra vêm de ti, tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo." (1 Crônicas 29:12)

Nestes textos vemos que todo o ouro, toda a prata, todas as riquezas são do Senhor, pertencem a Ele, estão sob o seu domínio. (Até o dinheiro que está no seu bolso agora): Até o dinheiro que temos não é nosso, é de Deus. Deus nos dá para administrarmos para Ele.

SEJAMOS ENTÃO BONS ADMINISTRADORES 

Usemos de acordo com a vontade Dele. Segundo as prioridades Dele. Deus nos dá o dinheiro não para que sejamos escravos dele, ou amemos a ele ou sirvamos a ele, mas para que façamos bom uso dele.

O nosso coração não deve estar no dinheiro, e sim no Senhor. O objetivo de Deus não é nos tornar ricos, mas sim nos tornar semelhantes a Jesus.

DÍZIMOS: O que é dizimo?

O conceito é simples: é a décima parte ou 10%. Consiste em devolvermos ao Senhor (a décima parte ou seja10 %) de tudo que ele nos dá.

1) Ele é misericordioso e bom. De quem é todo ouro, toda prata e todo dinheiro? De quem é o mundo e tudo que nele há? Do SENHOR.

Nós plantamos, colhemos,  recebemos, vivemos e respiramos no mundo que é do Senhor. E ele só pede em troca 10 % do que recebemos.

2) Quer produzir em nós fé e obediência. Deus não precisa do nosso dinheiro. Mas quer que sejamos fiéis e obedientes, desprendidos do dinheiro e atentos as necessidades uns dos outros. Para isso precisamos ter fé que Ele cuida de nós, depender Dele para nosso sustento, saber que nosso sustento vem do Senhor e não do salário.

O que diz a bíblia ? 

"Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo." (Deuteronômio 14:22)

"Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao Senhor; santos são ao Senhor." (Levítico 27:30)

O dízimo pertence ao Senhor, é propriedade dele. Não nossa (Este é um conceito fundamental.)

O dízimo não é parte da nossa renda que damos ao Senhor. São os 10% pertencentes a Deus dentre tudo que Ele nos dá (É  Dele). Nós não damos o dízimo. Nós devolvemos o dízimo ao Senhor.- é propriedade dEle. Por isso, não devemos retirar do que sobra e sim separar das primícias da nossa renda.

Muitas pessoas que não devolvem o dízimo e retém para si, ou usam o dinheiro do dizimo para outras coisas. Estão usando o dinheiro do Senhor e não seu, e sendo infiéis, desobedientes e roubadores.

"Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda." (Provérbios 3:9)

Este conceito estava presente desde a criação do mundo, no jardim do Éden  (Adão, Eva e a Árvore). Desobedecendo este principio, eles trouxeram problemas para si e para toda humanidade.

Dar o dízimo é uma questão de fidelidade e obediência ao Senhor.

Quando não somos fiéis no dízimo e usamos o dinheiro que é do Senhor para outras coisas, estamos roubando a Deus.

"Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda." (Malaquias 3:8-9)

Quando não damos o dízimo, trazemos maldição para nós mesmos.

Às vezes, a pessoa não dá o dízimo e acaba gastando mais com A FARMÁCIA.

Não dá porque NUNCA SOBRA - Mas não é para dar a sobra, e sim as Primicias.

Não dá porque está sempre em dificuldade financeira - Mas se continuar a roubar a  Deus, vai continuar assim.

Não estou dizendo que toda dificuldade financeira é proveniente da retenção do dízimo, ou que o dízimo é uma fórmula mágica para reverter qualquer crise financeira. Mas existe um princípio de fé e obediência por trás do dízimo que se seguirmos seremos abençoados.

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança. Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos." (Malaquias 3:10-11)

Sempre que obedecemos um princípio de Deus, nós somos abençoados; e nesse caso não é diferente. O Senhor diz que:

Isto é conseqüência de fé e obediência: O texto diz "minha casa" Qual é a casa de Deus? A Igreja e Casa do tesouro (Cristo é o tesouro).

Nós devolvemos os dízimos à Igreja, ou mais especificamente, aos homens que Deus colocou para governar a Igreja. Não vamos entrar aqui na questão de como os dízimos são aplicados. Mas vemos no Velho Testamento que ele tinha uma finalidade específica:

Quando o povo de Israel chegou à terra prometida, foi feita uma divisão da terra entre as tribos de Israel. Os levitas não receberam nenhuma parte. Deus os separou para si. Eles só trabalhariam para o Senhor e o próprio Senhor cuidaria deles.

"Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação." (Números 18:21)

"Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, dá-los-ás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e ã viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem." (Deuteronômio 26:12)

Por isso Deus reverteu os dízimos para eles: O povo de Israel é uma figura da Igreja; e os levitas representam as pessoas que servem na casa de Deus, ou seja, os presbíteros e diáconos que governam e administram a igreja. Vemos então que o dinheiro do dízimo não é para construção de templos, aquisição de bens para a igreja, reformas, campanhas, etc. Este dinheiro deve vir de outra fonte.

O dízimo é para sustento dos obreiros - pessoas que se dedicam exclusivamente na obra de Deus.

Vemos também que 700 anos antes da lei, Abraão deu o dízimo de todos os seus bens a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo (figura de Jesus)

"Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo." (Gênesis 14:18-20)

Melquisedeque era rei, não precisava ser sustentado por Abraão.

Abraão deu o dízimo num sinal de reconhecimento da soberania e autoridade de Melquisedeque (reverência). Nem era uma exigência de Deus. Ele deu espontaneamente. Mais tarde seu neto Jacó seguiu seu exemplo e deu o dízimo quando teve a revelação da casa de Deus.

"Então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo." (Gênesis 28:22)

A lei regulamenta o dízimo, mas o princípio do dízimo é muito mais profundo, e não depende da lei.

A graça sempre excede a lei, vai além. A velha aliança era baseada na lei de Moisés, mas a nova aliança é baseada na graça.

 

Velha Aliança Nova Aliança
Deus precisou fazer uma marca na carne para mostrar a aliança (circuncisão): "Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós." (Gênesis 17:10-11) Deus faz uma marca no coração, no nosso espírito: "Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne." (Filipenses 3:3)
Deus deu a lei escrita em tábuas de pedra: "E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." (Êxodo 31:18) Deus Grava sua lei em nossos corações: "Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos ..." (Hebreus 10:16)
Deus estabelece um percentual da renda de todo homem para lhe ser devolvido, a fim de lembrar-lhe que tudo o que possui provém do Senhor: "E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo." (Gênesis 28:22); - "E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias." (Deuteronômio 14:23) Deus não estabelece um percentual, mas nos deixa livres para dar tudo. Uma vez que renunciamos a tudo por Jesus, nada mais é nosso, é tudo dele: "Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo." (Lucas 14:33)
Fala de uma nação terrena ( Israel ) com promessas terrenas e esperanças terrenas: "Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?" (Atos 1:6) Fala de uma nação espiritual (Igreja), celestial, com promessas e esperanças eternas: "Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas." (Filipenses 3:20-21)

 

O mínimo que podemos dar é o dízimo, conforme diz a lei (estaremos seguindo a lei). Mas pela graça, estamos livres para dar mais.

"Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" (Mateus 5:20).

O significado mais profundo do dízimo é:

"Deus não é Senhor apenas de 10% de minhas finanças, Ele é o Senhor de tudo (100%)".

AS BENÇÃOS QUE SEGUEM O DÍZIMO

O que queremos mostrar aqui não é que se você der o dízimo Deus vai enriquecê-lo, ou que todos os seus problemas financeiros serão solucionados. Não é com esse objetivo que devemos dar o dízimo. O que queremos mostrar é que este é um princípio de Deus e pelo fato de obedecermos a um princípio de Deus somos abençoados.

"Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda." (Provérbios 3:9)

"Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são." (Romanos 11:16)

Devolvendo o dízimo estamos honrando a Deus e em conseqüência disto santificando toda a nossa renda.  Damos uma parte a Deus e Ele faz prosperar o restante.

O Senhor abrirá as janelas do céu e derramará as bençãos sem medidas (Deus faz o seu pouco prosperar e ser suficiente)

"Então disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o rei meu senhor o que bem lhe parecer; eis aí os bois para o holocausto, e os trilhos e os aparelhos dos bois para lenha. Tudo isto, ó rei, Araúna te oferece. Disse mais Araúna ao rei: O Senhor teu Deus tome prazer em ti. Mas o rei disse a Araúna: Não! antes to comprarei pelo seu valor, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Comprou, pois, Davi a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata." (2 Samuel 24:22-24)

Não devemos ofertar ao Senhor algo que não custe nada para nós.

Na bíblia encontramos vários tipos de ofertas:

"Disse mais o Senhor a Moisés: Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da oferta pelo pecado: no lugar em que se imola o holocausto se imolará a oferta pelo pecado perante o Senhor; coisa santíssima é. O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; comê-la-á em lugar santo, no átrio da tenda da revelação.

Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; e quando o sangue dela for espargido sobre qualquer roupa, lavarás em lugar santo a roupa sobre a qual ele tiver sido espargido. Mas o vaso de barro em que for cozida será quebrado; e se for cozida num vaso de bronze, este será esfregado, e lavado, na água. Todo varão entre os sacerdotes comerá dela; coisa santíssima é. Contudo não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, da qual uma parte do sangue é trazida dentro da tenda da revelação, para fazer expiação no lugar santo; no fogo será queimada." (Levítico 6:24-30)

Estas ofertas ou sacrifícios eram requeridas com muitas exigências e sempre visavam a obtenção de uma dadiva  perdoadora.

Não era qualquer tipo de oferta. Nem todos podiam ofertar. Só o sumo sacerdote ofertava e através dele o perdão era concedido ao povo.

Todas as bençãos, redenção, perdão de pecados, nós já possuímos em JESUS. Por isso todos estes tipos de ofertas e sacrifícios foram abolidos pela obra de Jesus na cruz. Todo ritual religioso judaico foi abolido por Jesus.

Haviam porém dois tipos de ofertas entre o povo de Deus que não estavam associadas a obtenção de alguma benção, ou perdão de pecados, nem a um ritual religioso, mas sim ao princípio de dar, de contribuir.

Por isso não foram abolidas e são referenciadas no Novo testamento, praticadas pelos discípulos da Igreja primitiva e usadas até hoje. Ofertas voluntárias.

Oferta voluntária é a que oferecemos ao Senhor, espontaneamente, por livre vontade.

"Depois celebrarás a festa das semanas ao Senhor, teu Deus, segundo a medida da oferta voluntária da tua mão, que darás conforme o Senhor teu Deus te houver abençoado." (Deuteronômio 16:10)

"E veio todo homem cujo coração o moveu, e todo aquele cujo espírito o estimulava, e trouxeram a oferta alçada do Senhor para a obra da tenda da revelação, e para todo o serviço dela, e para as vestes sagradas. Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de coração, trazendo broches, pendentes, anéis e braceletes, sendo todos estes jóias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de ouro ao Senhor." (Êxodo 35:21-22)

"Então os chefes das casas paternas, os chefes das tribos de Israel, e os chefes de mil e de cem, juntamente com os intendentes da obra do rei, fizeram ofertas voluntárias; e deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos e dez mil, dracmas de ouro, e dez mil talentos de prata, dezoito mil talentos de bronze, e cem mil talentos de ferro." (1 Crônicas 29:6-8)

"Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome. Mas quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos fazer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos. Porque somos estrangeiros diante de ti e peregrinos, como o foram todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há permanência:

Ó Senhor, Deus nosso, toda esta abundância, que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua. E bem sei, Deus meu, que tu sondas o coração, e que te agradas da retidão. Na sinceridade de meu coração voluntariamente ofereci todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, ofereceu voluntariamente." (1 Crônicas 29:13-17)

OFERTAS ALÇADAS - Oferta alçada é a levantada com uma finalidade específica.

No VelhoTestamento, foram usadas principalmente para a construção do templo (1 Crônicas 29). No Novo Testamento, era usada principalmente para suprir as necessidades dos discípulos.

"Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar." (1 Coríntios 16:1-2)

"Porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades." (Filipenses 4:16)

O que distingue a OFERTA VOLUNTÁRIA da OFERTA ALÇADA é que a alçada tem uma finalidade específica, a voluntária não.

Mas segundo a palavra de Deus, toda oferta, seja voluntária ou seja espontânea, mesmo as ofertas alçadas, devem ser dadas de coração.

A PRÁTICA DOS APÓSTOLOS

O que nos chama a atenção no Novo Testamento é que os apóstolos não falavam nem pregavam sobre dízimos e sim sobre ofertas. Isto por causa do princípio de vida da Igreja.

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.

E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos." (Atos 2:42-47)

Eles perseveravam no partir do pão. Repartiam tudo. Não viviam mais para si, mas para o Senhor.

Não havia necessidade dos apóstolos falarem e dar 10% quando as pessoas depositavam tudo a seus pés.

"Da multidão dos que criam, era um só o coração e uma só a alma, e ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos." (Atos 4:32-37)

HAVIA NECESSIDADE DE DÍZIMO?

Eles ofertavam tudo. 

Isto vai além (graça) de contribuir ou ofertar parte da renda. Isto vai além (graça) de dar 10%. Significa que o que é meu é dos irmãos e que a necessidade dos irmão é a minha necessidade. Significa que tudo o que é meu é do Senhor.

Para isso é necessário uma profunda operação do Espírito Santo no nosso coração levando-nos a um intenso compromisso com os irmão em amor.

É interessante observarmos que não foi nenhum deles que teve esta idéia ou decidiu mudar: "De agora em diante não daremos mais os dízimos!". Foi obra do Espírito Santo no coração do povo.

Para isso precisamos entender que a nossa pátria está no céu e não na terra.

"Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo." (Filipenses 3:20)

"E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade." (Hebreus 11:15-16)

EM FAVOR DE QUEM DEVEMOS OFERTAR:  

Para a obra de Deus:

1) Na localidade:

2) Fora da localidade: Missionarios, obreiros e apóstolos:

"Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição. E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus. O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Filipenses 4:14-19)

COMO OFERTAR: Qual deve ser a nossa atitude ao contribuir? 

A bíblia nos ensina claramente a respeito desse assunto:

Deve ser prova de nosso amor: "Portanto mostrai para com eles, perante a face das igrejas, a prova do vosso amor, e da nossa glória a vosso respeito." (2 Coríntios 8:24)

Deve ser de acordo com o que temos: "Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem."  (2 Coríntios 8:12)

"Como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou." (2 Coríntios 8:15)

Deve glorificar a Deus: "Visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos." (2 Coríntios 9:13)

A LEI DA SEMEADURA

"Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará." (2 Coríntios 9:6)

"Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça." (2 Coríntios 9:10)

O pão é para alimento, a semente é para semear. Nosso dinheiro também tem estas duas finalidades: Sustento e Semear (dar):

SEMEADURA: Quem semeia pouco colhe pouco. Quem semeia muito colhe muito. Quanto mais semeia (dá) mais colhe (recebe).

Ajuntar muito dinheiro não é uma boa idéia, pois não sabemos o dia de amanhã.

Podemos morrer, deixar a conta cheia e perder a oportunidade de ofertar e repartir.   

"E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui. Propôs-lhes então uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produzira com abundância; e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos. Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te.

Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. E disse aos seus discípulos: Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir. Pois a vida é mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário. Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; não têm despensa nem celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais não valeis vós do que as aves! Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?" (Lucas 12:15-25)

"Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete, e ainda até com oito; porque não sabes que mal haverá sobre a terra. Estando as nuvens cheias de chuva, derramam-na sobre a terra. Caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará. Quem observa o vento, não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará.” (Eclesiastes 11:1-4)

A OFERTA DA VIÚVA POBRE: A viúva deu apenas uma moeda e sua oferta foi considerada maior do que a dos ricos que ofertavam muito.

"E sentando-se Jesus defronte do cofre das ofertas, observava como a multidão lançava dinheiro no cofre; e muitos ricos deitavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, lançou dois leptos, que valiam um quadrante. E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha, mesmo todo o seu sustento." (Marcos 12:41-44) 

Ela deu 2 leptos  (1 moeda), talvez na hora de se usar esta moeda pouca coisa se faria com ela. Mas diante de Deus foi uma grande oferta.

Jesus explica porque:Todos deram do que sobrava. Ela deu tudo o que tinha para seu sustento (100%).

1) Amor: Ninguém mandou ela dar tudo. Ela ofertou livremente. Era algo espontâneo, honrando a Deus e sua obra Deu por amor a Deus e seu reino.

2) Fé: Ela deu tudo, não ficou com nada, nem para o seu sustento. Jesus não demonstrou nenhuma pena dela. Ele sabia que a mulher estava acionando um princípio poderoso de Deus para o seu suprimento: a Fé.

Mas dar quando se tem necessidade exige fé.

Este é o princípio de Deus que abre as janelas do céu. Isto significa confiar mais em Deus do que nas riquezas.

É ter fé que Deus proverá o meu sustento independente do dinheiro.

Para nós é mais fácil ter dinheiro e comprar o que precisamos, mas para Deus pode ser melhor que fiquemos sem dinheiro e aprendamos a depender dEle. 

Isso Quebra o orgulho do homem, contribui para o despojamento da carne, é benção espiritual.

A mulher não estava dando com a intenção de receber mais. Ela estava disposta a passar privações para que outros não passassem.

Este é o padrão que devemos buscar no novo testamento. Se as nossas contribuições não nos expõem ao sacrifício, ainda não atingimos o padrão ensinado por Jesus.

Não devemos ofertar a Deus o que não significa nada ou não valha nada para nós.

 


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